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Obesidade está
mais associada a doenças do que fumo ou álcool
De
acordo com uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos, comer em excesso
pode ser pior para saúde que o hábito de fumar ou de beber cronicamente.
Entre mais de 9.500 norte-americanos avaliados, a obesidade foi associada
a taxas maiores de problemas médicos crônicos e a uma qualidade de vida
pior quando comparada à dependência de álcool, fumo e pobreza.
Atualmente nos Estados Unidos,
há mais adultos obesos ou com excesso de peso que fumantes ou alcoólatras,
segundo estudo publicado na última edição da revista britânica Public
Health. Entre os entrevistados, 36% tinham excesso de peso, 23% eram obesos,
cerca de 14% eram pobres, 6% eram alcoólatras e 19% eram fumantes habituais.
O médico endocrinologista Rodrigo
Moreira afirma que a obesidade vem sendo, nos últimos anos, considerada
uma epidemia mundial. “Diferente do fumo e do alcoolismo, ainda não existem
campanhas de saúde pública com o objetivo de informar a população sobre
os risco da obesidade. Enquanto que o álcool e o cigarro são considerados
os grandes vilões da história, fica difícil achar um único culpado quando
se fala em obesidade.
As campanhas atualmente no
ar preocupam-se em informar sobre os males do cigarro e do álcool, mas
se esquecem da obesidade. Hoje, quase 5% da verba gasta com saúde nos
EUA são utilizadas no tratamento das complicações da obesidade. Já foi
também realizada uma pesquisa entre médicos norte-americanos onde foi
visto que os mesmos consideram que os obesos estão entre os pacientes
mais difíceis de tratar, devido a todos os fatores relacionados a sua
doença.
Segundo o endocrinologista,
é preciso que o governo, não apenas do Brasil, comece a investir em programas
de saúde pública voltados a reeducação alimentar e conscientização da
população para os riscos da obesidade. “Apesar de individuais e isoladas,
vale ressaltar as iniciativas da Nova Zelândia, que pretende sobre-taxar
alimentos ricos em gordura; e da cidade da Filadélfia, que declarou guerra
contra a obesidade e está fazendo campanha maciça para melhorar os hábitos
alimentares de seus cidadãos. Apesar dessas medidas não serem as ideais
para a solução do problema, mostra que já existem aqueles que se preocupam
em tratar esta nova epidemia mundial”,
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